Exposição Geografias Sensíveis: paisagens, territórios, fronteiras

Event

: Galeria da FAV

: March 12, 2020 - April 08, 2020 at 17:00

Exposição Geografias sensíveis: paisagens, territórios, fronteiras. 

Nikoleta Kerinska, Ronaldo Macedo Brandão, Tatiana Ferraz, Beatriz Rauscher, Rodrigo Freitas.

A proposta de exposição ‘Geografias sensíveis: paisagens, territórios, fronteiras’ reúne cinco artistas, professores do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia, que mesmo com trajetórias poéticas distintas, encontram afinidades em suas inquietações sobre o mundo contemporâneo, elaboradas em projetos e ações a partir da pesquisa em arte, sob um viés prático-teórico. 

Num primeiro olhar, cada um dos trabalhos se refere à percepção de diversos fenômenos espaciais, o que evidencia as relações entre paisagem, território e fronteira. Além dessa breve aproximação em relação aos trabalhos, a paisagem é abordada como uma construção do sujeito em trânsito; o território, como a soma de acontecimentos; e a fronteira, como um fragmento da realidade, ao mesmo tempo metafórico e fictício. 

Se na arte contemporânea as noções de ‘território’, ‘fronteira’ e ‘trânsito’ são evocados frequentemente para demarcar posicionamentos críticos em relação às determinações espaciais entre público e privado, às relações de poder e exclusão em territórios urbanos, aos tratados políticos de fronteira, aos fluxos migratórios, exílios e outras situações geopolíticas, na perspectiva do processo criativo, essas noções

podem operar como metodologias. Exemplo disso é o trânsito constante entre linguagens e mídias, a porosidade das fronteiras das categorias artísticas, ou ainda, nas justaposições entre teoria e prática na reconstituição permanente do próprio território de arte.

O projeto de exposição ‘Geografias sensíveis: paisagens, territórios e fronteiras’ se alimenta do desejo e da necessidade de tratar dessa dupla articulação de noções, consideradas determinantes no início desse século e fundamentais na estruturação de um debate ‘geo-(po)ético’.